Caçando borboletas

Você já notou como a superfície de uma bolha de sabão ou o interior de uma concha muda de cor, dependendo do ângulo da luz? Esse fenômeno é chamado iridescência. Cientistas do nosso Centro de Pesquisas Global têm estudado a iridescência das asas da borboleta Morpho, na esperança de encontrar aplicações para o século 21, inspiradas pela tecnologia natural de cinco milhões de anos.

Em fevereiro, estes pesquisadores anunciaram que, combinando essas propriedades iridescentes das asas das borboletas com nanotecnologia mais recente, criaram o que poderia se tornar a próxima geração de sensores de imagem térmica, a tecnologia de detecção de calor usado em óculos de visão noturna, avançados dispositivos médicos de diagnóstico e câmeras de vigilância, entre outros. A descoberta pode reduzir o custo de sensores térmicos com maior sensibilidade.

Essa é mais uma conquista para o programa fotônico da GE, que trabalha com aplicações que envolvem a luz, e outro baseado em biomimética, que estuda a natureza e os processos naturais. Em 2010, as descobertas relacionadas à capacidades de detecção química de minúsculas estruturas das asas das borboletas Morpho, chamadas de nanoestruturas, chamou a atenção do DARPA, o laboratório de inovação do Pentágono. O DARPA premiou a equipe fotônica da GE com US$ 6,3 milhões de subvenção para desenvolver melhores sensores para a detecção de agentes de guerra perigosos e explosivos.

O anúncio recente poderia ter uma aplicação ainda mais ampla para a geração de imagens térmicas: os mapas de calor das áreas imaginadas podem fornecer informações importantes do interior do corpo, num ambiente escuro ou que esteja sendo monitorado em contextos médicos, militares, de segurança ou de combate a incêndios. “Essa nova classe de sensores de imagem térmica promete melhorias significativas na qualidade de imagem, na velocidade, na sensibilidade e no tamanho dos detectores existentes”, disse o Dr. Radislav Potyrailo, cientista do Centro de Pesquisas Global e líder do programa de fotônica.

Recentemente, o Dr. Potyrailo e sua equipe publicaram suas descobertas na revista Nature Photonics. Eles descobriram que quando a radiação infravermelha bate na asa da borboleta Morpho, as nanoestruturas são aquecidas e se expandem, causando a mudança de cor. Utilizando a nanotecnologia para adicionar nanotubos minúsculos para as asas, os cientistas foram capazes de aumentar a quantidade de radiação que as asas podem absorver, melhorarando sua sensibilidade.

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