Os Gigantes do pré-sal

Talvez você não saiba o que é um navio sonda ou uma plataforma semi-submersível, mas são essas embarcações que perfurarão os poços de petróleo situados na costa leste do Brasil, a mais de 10.000 metros da superfície do mar.

Nos últimos 12 meses, a Sete Brasil, uma empresa de investimentos especializada no setor de petróleo e gás, adquiriu, via parceria com estaleiros,  tecnologias da GE Power Conversion essenciais para o funcionamento de 16 navios sonda e seis plataformas semi-submersíveis que atuarão nessa operação. O valor somado de todos os contratos assinados supera US$ 600 milhões.


A GE forneceu soluções para 16 navios sonda como esse que perfurarão os poços de petróleo que estão no fundo do mar da costa leste do Brasil.

Em uma conversa com o blog, Carlos Adrião, Diretor Comercial da GE Power Conversion, explicou como funciona um navio sonda e uma plataforma semi-submersível, assim como as tecnologias que fazem esses “gigantes do mar” funcionarem. Veja:

Blog: O que são navios sonda e plataformas semi-submersíveis?

Carlos: Os navios sonda e as plataformas semi-submersíveis possuem a mesma função, que é perfurar os poços de petróleo que estão no fundo do mar. As plataformas semi-submersíveis são aquelas que vemos na televisão e que possuem um formato quadrado. Elas ficam imóveis no meio do mar. Já os navios sonda são embarcações especiais que têm um formato de um navio, porém possuem uma sonda de perfuração centralizada no seu interior.

Blog: E como funcionam essas embarcações?

Carlos: Podemos começar entendendo o “coração” de um navio sonda ou de uma plataforma semi-submersível, que seria os geradores de energia acoplados aos motores a diesel existentes nestas embarcações. A energia produzida por esses geradores é levada ao quadro de distribuição elétrica, responsável por receber e distribuir a energia para todo o navio.

Após passar pelo quadro de distribuição elétrica, a energia vai para os inversores de frequência, que são equipamentos que acionam os motores elétricos propulsores destas embarcações em velocidades variadas. Esses motores acionam as pás que fazem o barco andar. Tudo isto é o que chamamos de sistema de propulsão elétrica.

Saindo do “coração” de um navio sonda ou de uma plataforma semi-submersível, vamos para o “cérebro” dessas embarcações, que seriam os sistemas de automação, gerenciamento da energia e o sistema de posicionamento dinâmico.  Esses sistemas são comandados automaticamente ou por operadores que ficam em uma sala de controle  utilizada para operar toda a embarcação.

Ao realizar uma operação de perfuração de  um poço de petróleo, essas embarcações precisam ficar imóveis em pleno alto mar. Por isso, elas contam com um sistema chamado “posicionamento dinâmico”. Essa tecnologia utiliza um software com um modelamento matemático que detecta a direção e força do vento, força das correntes marítimas, fazendo uso de posicionamento via satélites GPS. Se a embarcação é empurrada para um lado, o sistema de posicionamento dinâmico aciona as pás do barco na direção contrária.


Todas essas soluções da GE Power Conversion equiparão 22 embarcações utilizadas na exploração do pré-sal.

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